Minha aflição faz-me viver o ontem
como se fosse o amanhã.
As horas passadas afetaram a essência
da minha existência.
O ontem recai sobre mim como
não se houvesse o amanhã.
Foi o que não vivi que vivo sem saber
o que viverei.
Para que a morte não seja em mim
um tormento.
São os minutos que se passam sem os sentir
e se os sinto não os vejo.
Perturbado pelas lembranças passadas inexistente
que me enlouquecem a alma.
Pois meu futuro desapareceu
sem que eu o vivesse.
27/07/2011
Marivaldo Mendes
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