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sejam bem vindos

A poesia é apenas a certeza de que em cada um de nós existe um pouco de poeta.

Poeta não é aquele que escreve palavras belas, mas sim aquele que a escreve tão humildemente que nem percebe que as escreveu e toca tão profundamente os sentimentos dos corações desconhecidos.

Para por comentários celecionar a opção (anônimo) para facilitar a postagem.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dias solitários

Ontem vi que estava sozinho,
procurando em uma tela conforto
para minha alma.
Mas era apenas o peso da minha consciência
que repousa sobre meus ombros cansados.
Quem posso culpar se não a mim, pelo que
não tenho e nunca terei.
Mas como pode a solidão roubar-me
o sono nessas noites intermináveis.
O coração em pulsar enlouquecido
aceleradamente se retrai.
E já não lhe cabe entender o porque
dos dias solitários.
E sim saber que não forte tu pobre coração,
dono das coisas que rege o ser amado.

                                         (Marivaldo Mendes)
                                             05/11/2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Partes Perdidas

Veio derrepente como vento suave,
enchendo-me de vida.
Que logo transformou-se em tempestade,
arrastando o que se plantou em um coração
pulsante.
Fizer-te me seco e frio,
Tive que segurar-me em meu desespero
para não enlouquecer.
Mas como toda tempestade passa,
e leva consigo muito do que te compunha.
Quase abeira do abismo em meio a escuridão,
eis que brota a esperança, fazendo assim surgir
o amor já desacreditado.
(Marivaldo Mendes)

sábado, 21 de abril de 2012

Ao longe


Ao longe


Meu coração machucado, 
eterno caminhante solitário.
Chagado por sentimentos sufocados,
que machucam e apertam o peito.
A ilusão destruiu os sonhos que
me faziam um ser vivo.
Foi por acreditar que vivia,
que me perdi em minha fraqueza.
Foi por me sentir livre, que ocultei-me na
minha própria prisão.
Foi em meu mundo sombrio que encontrei
meu repouso.
Para que não ouçam  meu pobre coração
em choros de lamentos.
Eu suplico-te não mirar-me os olhos, nem
tente em vão estender-me a mão.
Pois estou aonde à dor é
minha única fortaleza.
Bem longe de tudo que me remeta
as minhas lembrança já esquecidas.
Bem longe da paixão não entendida.
Bem longe do amor disfarçado que
sufoca o verdadeiro amor.
E estou eu em minha fraquezas.
E bem perto onde minha tristezas
repousam livremente dentro de mim.
Como em um recanto de paz negra
em que se encontra meu coração.
Sem vida que o faça prosseguir.
Que o faça libertá-lo das dores
que o faz prisioneiro.
Que o faça existir.
Peço-te apenas não mira-me os olhos.
Peço-te apenas que não estenda-me a mão.     


                     (marivaldo Mendes)
                          23/10/2011

domingo, 25 de setembro de 2011

MENOS DE UMA AÇÃO

Os caminhos inversos se cruzaram,
na estrada sem retorno e sem direção.
Apenas na face às palavras que empalidecia
seu rosto triste.
O pulsar no peito o enganava nessa estrada
sem fim ou se é se já não o terminava.
As perguntas eram suaves e leves, mas as respostas
que feriam seu espírito eram ásperas e secas.
Qual prova ainda terei de passar para que me
torne forte mesmo sem forças.
Mas se não tomar-me minhas certezas,
Pois esconda de mim de tudo e de todos,
minha face triste sem vida.

(Marivaldo Mendes)
25/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Ontem

Minha aflição faz-me viver o ontem
como se fosse o amanhã.
As horas passadas afetaram a essência
da minha existência.
O ontem recai sobre mim como
não se houvesse o amanhã.
Foi o que não vivi que vivo sem saber
o que viverei.
Para que a morte não seja em mim
um tormento.
São os minutos que se passam sem os sentir
e se os sinto não os vejo.
Perturbado pelas lembranças passadas inexistente
que me enlouquecem a alma.
Pois meu futuro desapareceu
sem que eu o vivesse.

27/07/2011
Marivaldo Mendes

sábado, 9 de julho de 2011

Medo

O medo toma conta de mim,
é o amor que jura em partir.
O coração em pulsar enlouquecido em desespero,
sofre insistente por apenas uma palavra que o liberte da dor.
A solidão consome meus dias tristes
que me serão mais freqüente.
Ou quem sabe serão eternos em minha
alma.
A morte soa em meus ouvidos nas noites
que as vezes parecem não ter fim.
Daria minha vida por um minuto de
pura alegria.
Mas minha vida parece custar pouco
para tanto tempo.
Estarei eu subjugado a sofrer por uma
amor que teima em partir?
O meu espírito cansado passa pela vida,
como se essa não tivesse existido.
Pois o amor partiu,
antes que eu o disseste que o amava.

(Marivaldo Mendes)
09/07/11

segunda-feira, 13 de junho de 2011

VOCÊ

Rasga- me no peito impulsos confusos
de um amor ardente.
É a dor de não o tê-lo, não que não o queira,
mas por querer que sofro.
Como fugir se me envolve por inteiro,
fazendo nascer em mim o desconhecido nas leis
da humanidade.
Tu sim és culpada do que sinto, e não me vem
em pensamentos vestígio em perdoá-la.
Carregarei em mim até a morte, o que plantar-te
em um coração impaciente por um amor.
Mesmo que tenha eu de lutar contra minha
própria razão.
E deixar que em me a loucura tome o teu corpo,
e fuja em mim o pensamento, sem tirar-me o calor
dos teus braços.

marivaldo Mendes)
12/06/11

quinta-feira, 24 de março de 2011

Livro

Trazes em te a essência dos tempos,
alimento não só para a mente mas também
para alma.
Quantas noites acompanhar-te os desesperados
por conhecimento.
Que muitas vezes adormeciam sobre ti
nas noites de agonia.
Muitas vezes rabiscado maltratado,
mas sempre fiel ao seu usuário.
E que mostra em um simples folhear de páginas
os diversos versos de conhecimento.
E assim enche de vida seu leitor.

(marivaldo Mendes)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

SUAVE

Tudo que eu senti foi como um suave vento
que não se sabe em que proporção se tornara.
Quem sabe em uma brisa leve ou quem sabe
me atormentara em uma tempestade com
tamanha intensidade que me levara a loucura.
Há se tu soubesses a loucura que trago comigo,
certamente enlouqueceríamos juntos.
Mais o espaço de tempo é curto de mais
para enlouquecermos.
Fingiremos então antes que a ultima palavra
nos retorne a consciência.
E nos tire da cabeça a loucura que
estamos preste a fazer.

(marivaldo Mendes)
26/02/11

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sentimento geográfico

Meu mundo em uma órbita
inexistente.
O meu coração em movimento de
translação em uma rotação parada.
São as horas que se passam em fusos
difusos em meu pensamento.
É a certeza da dor endurecida como
em um diamante sedimentar.
A certeza de ser perene em um
sonho intermitente que me fere
a alma.
Foi a conturbação das razões em
tempo de um clima enlouquecido.
Então partiu horizontalmente,
em meu triste processo de
verticalização em lagrimas.

Marivaldo Mendes
27/01/11

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mentira

Queria poder dizer o que eu não queria
só pra te ver longe mesmo sem querer.
Queria não olhar nos teus olhos
para não enlouquecer, mesmo sendo
louco para tê-los.
Queria eu não ouvir sua voz,
mesmo esperando para ouvi-la
com palavras que tanto sonhei em
ouvir.
Queria eu não ter sentido,
mesmo sendo o que eu sempre
quis sentir.

(Marivaldo Mendes)
06/01/11

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Perdão

Meus sentimentos
despedaçados, sufocados por
minhas fraquezas.
Queria eu dizer tudo em
um momento, mas não
me vem se quer a razão
em dizê-las.
Tu sabes o quanto não
queria eu ferir-te.
Tu sabes o quanto perdido
estou.
Apenas entenda-me,
pois pelo contrário a vida
não terá sentido.

( Marivaldo Mendes)
09/12/2010

sábado, 17 de julho de 2010

Um ou Dois

vi, era um corpo
ou dois não sei.
Era a vida que se transformava
no instante que se entregavam.
O ar que lhe faltava para as
palavras que não foram ditas.
E eu vi, os braços entre os corpos,
não sei quantos braços eram,
mas eu vi.
Só sei que se procuravam,
que se desejavam como o
fim estivesse próximo.
Mas não existia um fim,
mas sim um começo.
Sim, eu vi os olhares que se olhavam
fixos uns nos outros.
Não sei o que era,
mas era intenso.
Amo! Não sei, pois ia além de
minha imaginação.
Pois amor seria pouco para expressar
tal fato.
E quando os corpos partiram
eu vi.
O que me restou
foi a dor.

(marivaldo Mendes)
09/03/10

sexta-feira, 16 de julho de 2010

oculto aos olhos

Diferente aos olhos, como queres
que a vejas.
Pois não te amo, porque tem uma
perfeição visível.
Mas pelo que não consigo ver e me seduz.
Não te amo pelo seu olha,
pois sei que ele um dia estará cansado.
Não te amo pelo teu sorriso,
pois sei que ele não terá a mesma
intensidade como hoje.
Não te amo pelo teu jeito,
pois um dia seu jeito não
será o mesmo.
Eu te amo pelo que não vejo,
pois mesmo que o tempo trouxer mudanças,
eu ainda continuarei te amando.
Pois meu amor por te,
é oculto aos olhos.

(marivaldo Mendes)
14/07/10

Em meu passado

Ao longe, distorcido meu triste
passado.
Vivo inquieto presente disfarçado.
Palavras de apoio que me
causam medo.
Parado estou pois a frente nada
me aguarda.
Dissera-me que havia vida,
mas não disseram onde.
E sei que passou e não
volta mais.
Pois o meu futuro ficou
perdido em meu passado.

(marivaldo Mendes)
30/06/10

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mar

O Mar frágil e feroz.
O vento mostra o caminho
da solidão
O Mar que se impõe e se
retrai.
Que guarda seus sentimentos
no mais profundo do seu ser.
O Mar com suas ondas cheias
de defeitos.
Que ninguém o entende e muitos
o julgam.
E ele segue seu rumo calmo e
triste.
Pois sabe que ninguém o
espera.

(marivaldo Mendes)
30/06/10

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Oculto

Da alegria superficial
que esconde o verdadeiro
homem.
Que da angústia sufocada
ocultamente indesejada me
me revelo.
Sou posto a certeza dos
sofrimentos que não me
saciam.
A certeza de estar perdido
dar-me ânimo para que
não me encontre.
Pois a razão pode
torna-me de perdido
a louco.

(marivaldo Mendes)
2007

Sentimentos

Da incerteza tua que de mim
se apodera.
Na angústia de tê-la mas
não no engano.
Quem dera eu a certeza
do sentimentos.
( Que da dúvida, porque não
a rameira a solução?)
Dela sim virar não o encanto.
Mais o desejo que não feri e
nem causa sede.
Diferente dê-te que deixa
cicatrizes no meu espírito.
Mesmo que não me toque
a face.

(marivaldo Mendes)
2007

Certeza de um amor

Dentre mundo desconhecido
de que louco amor me remeto.
Fixo tua imagem em minha frente,
na falsa certeza de tê-la em meus braços.
Mesmo distante teu olhar penetra na alma
de um ser desesperado.
Mas como não beirar-me a loucura,
pois com os olhos fechados
sinto teu corpo sobre o meu.
Se eu soubesse o que é o amor,
me atiraria em seus braços.
Mas pela triste angústia do amor que desconheço,
me remeto a dor.

(marivaldo Mendes)
2009

Olhares

Quando da visão que dos
meus olhos partem.
Na clara escuridão que te
rodeia.
Os olhares não são os mesmos.
E no teu olhar eu vejo
o que tu não enxergar.
Por que os olhares,
são diferentes.

(marivaldo Mendes)
2009

Certeza

A noite que me veio
Calma e triste.
Na certeza dos braços
que em teu corpo se
envolviam.
E em cada toque, uma
tortura de dor me possuía.
O desejo da morte
Pulsava dentro de mim.
Mas era a plena certeza
que te perdia.

(marivaldo Mendes)
2009

Distância

Quando de mim nasce
o desejo impulsivamente
de tê-la em meus braços.
Quanto amor que sinto sem vê-la
verdadeiramente.
Dentre da angústia que
meu amor sobrevivi,
tua imagem resplandece.
Qual sina minha se não amar-te
de toda intensidade
que rompe a distancia.
Pobre amante solitário,
quão bela tua sem se quer tocá-la.
Tão desejada nos sonhos perturbados.
Então me diga qual fim tal história a de terminar,
entre dois amantes
que se amam loucamente...

(marivaldo Mendes)
2009

Além dos lábios

Porque fugir se nunca estive
Liberto.
Estou preso pelos braços que não
me envolvem.
Pelo silêncio que não escolto
Aonde estão as grades que não estão
ao meu redor.
Tu esta bem perto como a morte
esta tão próxima.
Por que o vejo se é tão reluzente
e ilumina uma vida inteira.
Mais se não o tenho,
pois melhor que não o veja.
pois melhor que não reluza
Deixe-me nas trevas.
Deixe-me na escuridão
Pois a certeza do que verei
Será concreto.

(Marivaldo Mendes)
2008

Cativo

Sento a frente da
eterna paixão.
No sonho de ser catalogado
em sua vida.
Não quero ser parte do acervo,
mas cativo do teu coração.
Informa-me a razão
que não a tenho em meus
braços.
Amada minha,
Bibliotecária.

(marivaldo Mendes)
2008

sonho

Tua face em noites frias,
Embriaga-me como perfume
de rosa incomparável.
Em gemidos rasga-me a roupa
se quer me tocar.
Sinto vossos lábios como
a tivera realmente.
Na presença carnal em
uma noite de trevas.
Em mim cairá a culpa de não
tê-la possuído.
A morte vira como o ultimo
dos desejos inatingíveis.
Assim como o foste, utopia.

(marivaldo Mendes)
2007

Fim!

Dois corpos unidos com a
mais pura certeza da imaturidade.
Onde as mãos já não se acariciam
com o ardor que se tentou transmitir.
Segue apenas movimentos
irreais fraudulentos mecanizados...
sem sentido para acontecer.
As palavras não soam como
deveriam.
Elas saem como flechas,
a penetrar no mais profundo da
da alma de um ser desesperado.
Seja eu um bobo do império?
São palavras tuas estas que
ferem em voz baixa.
A certeza em que eu me
Lancei.
Rebateu-me ao chão.

(marivaldo Mendes)
2008