Ontem vi que estava sozinho,
procurando em uma tela conforto
para minha alma.
Mas era apenas o peso da minha consciência
que repousa sobre meus ombros cansados.
Quem posso culpar se não a mim, pelo que
não tenho e nunca terei.
Mas como pode a solidão roubar-me
o sono nessas noites intermináveis.
O coração em pulsar enlouquecido
aceleradamente se retrai.
E já não lhe cabe entender o porque
dos dias solitários.
E sim saber que não forte tu pobre coração,
dono das coisas que rege o ser amado.
(Marivaldo Mendes)
05/11/2012
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